sábado, 3 de julho de 2010

Bizarrices do dia 02 de julho

Tomo1
Aveida do Forte, 14h

Estávamos, eu e minha velha, caminhando por uma grande avenida. Nisso, fecha o sinal e diversos carros se acumulam na rua esperando a sinaleira abrir. De repente, de dentro de um carro um negão se põe janela a fora e começa a gritar em alto e bom som, e num ritmo absurdamente compassado:
“Uh que delícia hein
Uh que delícia hein
Uh que delícia hein
Uh que delícia hein”
Gargalhadas e vergonha. Muita vergonha.

Tomo 2
Banco do Brasil, 15h

- Oi, eu gostaria de entrar no banco pra fazer um saque.
- Porque tu não usa o caixa eletrônico?
- Porque eu perdi meu cartão.
- E essa é a tua agência?
- Não.
- Então tu tem que ir sacar na tua agência.
- Eu quero sacar aqui.
- Aqui não pode, tu tem que ir sacar na tua agência.
- Como assim não pode?
- Quando tu tiver o teu cartão, tu vem sacar no caixa eletrônico. Sem cartão não pode.
- Mas eu já fiz isso outras vezes.
- Mas não pode.
- Como não pode? Eu saquei ontem dinheiro aqui.
- Hãn?
- Ontem eu vim aqui e saquei dinheiro.
- Mas não pode.
- Então a regra mudou de um dia pro outro.
- Não mudou regra nenhuma.
- Como não, se ONTEM eu saquei dinheiro?
- Tu sacou dinheiro aqui ontem?
- Sim.
- Então vou te dar uma senha, tu espera até tua vez de ser atendida, mas tu vai ver que tu não vai conseguir sacar.
- Ok.
E saí do banco com 100 reais no bolso. E muita raiva.

Tomo 3
Avenida Cristóvão, 21h

Azarada como sempre, perdi o bus. Com uma lata de ceva na mão fiquei na parada esperando o próximo bus que, devido a hora que já era, deveria demorar uns 15 ou 20 min. Me aparece um mendigão e pede um 'traguinho'. Deixo a lata de ceva com ele, e, quando vê, o cara me tasca um beijo no rosto assim de sopetão. Eu, chocada.
Tu é muito linda, moça. Diz ele. E eu ok ok.
Ele se vai e eu, envergonhada de novo, com um sorriso no rosto, me vou para mais uma noite de sexta-feira.

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