Tava atendendo mais uma grávida e o celular tocou. Sempre ele. A mais linda, a mais divertida, queria que eu fosse com ela na faculdade pegar uns papéis pra sua transferência pro Rio. Hum, que saco. Vou junto, eu sempre vou quando ela chama. E vou porque sei que não será monótono. Aliás, essa é ÚNICA certeza que sempre tenho quando saio com ela. E foi no botecão da frente da universidade que começou nossa jornada em busca das piores cervejas. E foi posto, foi bar, foi uma, duas, cinco, dez garrafas. Cigarros. E tudo mais. Pôr do sol. Antigas histórias que ainda não tinha contado... Histórias bizarras de paixão platônica por gays enrustidos, e formas totalmente absurdas de se descobrir isso. História do fim do namoro, aquele há anos. História dos novos casos, desaventuras e aventuras. O carnaval, a psiquiatria, a família. Acabamos a noite num botecão, que até lembrava o mesmo aonde tudo começou. Vieram uns guris, beijos e beijos. Do resto só lembro de chegar em casa viva, completamente embriagada. Bêbada de álcool, de vida e de felicidade.

