quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Uma paixão de verão

Quando encontrei as outras 15 pessoas com quem iria conviver, já sabia. Todos estávamos dispostos a transformar as duas semanas que se seguiam em um período, no mínimo, inesquecível. E foi assim que começou nossa viagem à uma dimensão única. Um mundo chamado Tupã, isolado dos problemas mundanos, afastado das brigas e intolerâncias cotidianas. Todos nós tínhamos em nossa personalidade pelo menos um aspecto em comum: queríamos que essa viagem nos marcasse para sempre. Queríamos que fosse uma experiencia única e incrível. E, talvez por isso, cada momento da viagem se deu de forma INTENSA. Não há outra palavra. Foi a intensidade que fez com que nos tornássemos melhores amigos em tão pouco tempo. Que vivêssemos em um mundo de união e aceitação, e que patilhássemos intimidades que muitas vezes não revelamos nem para amigos de longa data. A intensidade trouxe paixões e, ás vezes, desafetos. A intensidade permeou cada conversa na lareira, cada momento fazendo filtro dos sonhos, cada filme em que dormíamos no meio, cada festa em que acabávamos bêbados. E, através dela, conseguimos o que tanto almejávamos: tornamos essa viagem única, incrível, indescritível. Aproveitamos cada momento ao máximo e tornamos cada segundo inesquecível.
E também foi a intensidade que fez com que, quando chegássemos em nossas casas, sentíssemos uma enxurrada de emoções. Perceber tudo que se passou não é fácil. Perceber como fomos verdadeiros, como nos doamos, como aceitamos o próximo, como fomos capazes de criar vínculos de forma tão densa. O Rondon não deixa só saudade, deixa sim uma enorme nostalgia, porque todos sabemos que o que vivemos foi uma experiência à parte em nossas vidas, uma paixão de verão, e temos absoluta consciência que nenhuma outra experiência poderá sequer se assemelhar, e que, de forma alguma, poderemos um dia vir a sentir ou viver algo parecido.
O que vivemos está nas fotos, na memória, mas NUNCA se repetirá.

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